Quem somos na prática
A Belfrivona surgiu da necessidade de tornar o Desenho Universal para a Aprendizagem utilizável por equipas com pouco tempo e muitos perfis de aprendentes.
Três contextos guiaram a criação da Belfrivona: turmas heterogéneas, exigências curriculares estáveis e equipas com tempo limitado para redesenhar tudo de raiz. A nossa equipa começou por apoiar docentes em escolas públicas, depois estendeu o trabalho a instituições de ensino superior e a entidades de formação interna. O foco mantém-se constante: aplicar o Desenho Universal para a Aprendizagem com pequenas alterações estruturadas, em vez de depender apenas de adaptações caso a caso. Usamos ciclos curtos de teste, recolha de dados qualitativos e revisão conjunta com quem está em sala. Esta abordagem permite que cada instituição mantenha a sua identidade pedagógica, enquanto cria condições mais acessíveis e previsíveis para diferentes perfis de aprendentes.
Ligação teoria prática
Ligamos referências do Desenho Universal para a Aprendizagem a exemplos simples, como formatos alternativos de materiais e rotinas de feedback rápido entre pares.
Parceria com equipas
Trabalhamos sempre com equipas locais, escutando constrangimentos reais de tempo, recursos e regulamentação, antes de sugerir qualquer alteração de prática.
Ciclos de melhoria contínua
Revemos o que foi experimentado em conjunto, registando evidências qualitativas e pequenos indicadores que ajudam a ajustar as próximas decisões.
Agendar conversa
Se precisar de apoio para planear o próximo ciclo letivo com base em UDL, a nossa equipa pode analisar o contexto e propor passos iniciais concretos.
Marcar conversaValores que sustentam a prática
Inclusão intencional
Equidade prática
A equidade, para a nossa equipa, traduz-se em criar condições para que diferentes pessoas tenham acesso real aos mesmos objetivos de aprendizagem, com apoios ajustados. No trabalho com UDL, isto implica oferecer múltiplos meios de envolvimento, representação e ação, sem transformar essas opções em caminhos paralelos menos valorizados. Procuramos sempre discutir com as equipas como é que as escolhas de formatos, tempos e critérios podem reduzir desigualdades de participação. Também reconhecemos limites concretos de recursos e trabalhamos dentro desses limites, priorizando mudanças que tenham impacto visível no quotidiano de turmas e grupos de formação.
Evidência contextual
Valorizamos práticas baseadas em evidências, mas interpretamos evidência de forma ampla. Isso inclui resultados de investigação sobre Desenho Universal para a Aprendizagem, bem como relatos estruturados de docentes, estudantes e outros profissionais. Em cada colaboração, registamos o que foi experimentado, o que foi observado e o que precisa de ser ajustado. Estes registos alimentam uma base interna de exemplos, que usamos para ilustrar possibilidades sem as apresentar como soluções universais. Esta postura ajuda a manter o foco na adaptação a contextos concretos, em vez de replicar modelos sem análise crítica.
Colaboração contínua
A colaboração está no centro da nossa forma de trabalhar. Consideramos que a aplicação de UDL só é sustentável quando as equipas locais participam na definição de prioridades, na escolha de estratégias e na avaliação do que foi implementado. Por isso, organizamos o trabalho em momentos de co-planificação, revisão conjunta de materiais e reflexão partilhada sobre resultados. A nossa equipa entra como parceira técnica, não como detentora de respostas definitivas. Esta postura de aprendizagem conjunta permite ajustar o percurso sempre que surgem novas necessidades ou constrangimentos imprevistos.
Grupo informal de partilha UDL
A Belfrivona começa como um grupo informal de docentes e técnicos que trocam exemplos de práticas alinhadas com o Desenho Universal para a Aprendizagem em escolas públicas portuguesas. O foco está em pequenas adaptações que possam ser implementadas rapidamente e partilhadas entre pares, sem estruturas formais.
Primeiras colaborações institucionais
O grupo passa a colaborar com direções de escolas e serviços de apoio, organizando sessões internas centradas em casos reais trazidos pelas equipas. Surgem os primeiros guiões de análise de barreiras e listas de verificação simples, usados para orientar decisões de planeamento em reuniões pedagógicas.
Expansão a novos contextos
A equipa começa a apoiar também cursos de ensino superior e contextos de formação interna em organizações. A experiência acumulada leva à criação de uma estrutura de acompanhamento em ciclos curtos, com momentos definidos de observação, reflexão e ajuste de práticas ligadas ao Desenho Universal para a Aprendizagem.
Consolidação da abordagem UDL
A Belfrivona consolida a sua identidade como equipa focada em UDL, com processos documentados, materiais de apoio reutilizáveis e um conjunto de exemplos de aplicação em diferentes níveis de ensino. O trabalho passa a incluir mais momentos de co-desenho com estudantes e formandos, integrando as suas perspetivas nas decisões.
Equipa com prática em contextos diversos
Marta Rodrigues Silva, coordenadora UDL
Consultora principal em desenho de experiências de aprendizagem inclusivas
«A nossa equipa trabalha com turmas muito diversas e, durante anos, fomos respondendo caso a caso. No trabalho com a Belfrivona, começámos por mapear barreiras recorrentes e a traduzi-las em decisões de desenho antecipado. O que mais valorizo é a forma como a Marta estrutura as conversas: começa por escutar, propõe exemplos concretos e valida sempre se as sugestões fazem sentido para o nosso contexto. Não há promessas de mudança rápida; há um processo de iteração que conseguimos sustentar.»
João Miguel Ferreira, especialista UDL
Responsável por acompanhamento de equipas e análise de práticas existentes
«No acompanhamento que fazemos, o João ajuda a transformar listas longas de desafios em duas ou três prioridades claras por ciclo letivo. Em vez de planos extensos, trabalhamos com pequenos protótipos de atividades baseadas em UDL, testados com grupos específicos. O João regista exemplos, recolhe relatos de docentes e estudantes e devolve sínteses que nos permitem decidir os passos seguintes com maior segurança. O ritmo é realista e ajustado à carga de trabalho das equipas.»
Ana Sofia Matos, designer pedagógica UDL
Design de materiais acessíveis e ferramentas de apoio ao planeamento
«A Ana apoia equipas na revisão de materiais, como guiões de trabalho, apresentações e formulários. Em vez de redesenhar tudo de uma vez, escolhemos exemplos representativos e vamos criando versões alternativas com diferentes formas de acesso e expressão. Os modelos que a Ana prepara são simples de reutilizar e adaptar. O mais útil é a forma como documenta cada decisão de desenho, para que outras pessoas na instituição possam replicar o raciocínio sem depender sempre de apoio externo.»
Reconhecimentos e colaborações
Rede inclusiva
Parceria académica
Reconhecimento por rede escolar
Em 2023, a Belfrivona foi destacada por uma rede de escolas pela forma como articulou princípios de Desenho Universal para a Aprendizagem com rotinas já existentes de trabalho colaborativo entre docentes.
Programa docente
Iniciativa colaborativa
Transformar princípios UDL em rotinas de planeamento utilizáveis
Muitas equipas conhecem os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem, mas ainda não os conseguem traduzir em decisões diárias de planeamento. O nosso trabalho organiza esse percurso em passos pequenos, com exemplos testáveis em contextos reais. Em vez de modelos fechados, partilhamos matrizes de decisão simples, listas de verificação breves e exemplos comentados de materiais ajustados. Cada instituição escolhe por onde começar e com que ritmo avançar, sempre com espaço para rever o que resulta e o que precisa de ser ajustado. O objetivo é construir capacidade interna, não dependência externa.
Guiões práticos para ligar os princípios de envolvimento, representação e ação a situações concretas de sala de aula.
Propostas pensadas para caber em janelas de tempo curtas, integradas em reuniões e momentos de co-planificação.
Formatos flexíveis, combinando sessões presenciais ou online com momentos assíncronos de trabalho autónomo.
Documentos de síntese claros, que registam decisões, próximos passos e responsabilidades partilhadas.
Foco em indicadores observáveis, como participação, opções de acesso e modos de expressão disponíveis.